Ele também é extremamente indiferente às outras pessoas. Alguns anos depois do divórcio, Louise Lasser comentou: “Podia lhe acontecer a pior coisa do mundo que ia para o quarto e escrevia”, e o próprio Woody admite: “Podia receber péssimas notícias; mesmo assim sentava-me à máquina. Talvez por estar quase sempre depprimido sou atraído por escritores como Kafka e Dostoiévski e por diretores como Bergman. Acho que tenho todos os sintomas e problemas que preocupam seus personagens: uma obsessão pela morte, uma obsessão por Deus ou pela ausência de Deus, a questão do porquê estarmos aqui. Q!uase toda a minha obra é autobiográfica – exagerada mas verdadeira. Não sou sociável. Não consigo ficar entusiasmado com o resto do mundo. Gostaria de ser assim, mas não posso”.
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